- Como é que foi a primeira sessão?
- Ficámos como algum TPC?
- Vai haver sessão amanhã?
O chefe Silva no seu melhor bife de sempre.Um mestre no seu melhor.Não houve crueldade nestas filmagens ,a vaca foi sedada antes de lhe ser retirado o bife.















O sweet and pretty speaking eyes,
where Venus, love, and pleasure lies.
Petronius (roman smart fucker)
Porque só agora li o desafio, fui procurar um poema que decorei na escola com nove anos e do qual ainda me lembrava em parte.
Natal?
Enquanto a chuva
Escorrer da minha vidraça
E furar o telhado
Daquele farrapo de homem que além passa
Enquanto o pão
Não entrar com a Justiça
Lado a lado
Mão a mão
Nem Jesus vem
Andar pelos caminhos onde os outros vão
Um dia
Quando for Natal
(E já não for Dezembro)
E o mundo for o espaço
Onde cabe
Um só abraço
Então
Jesus virá
E será
À flor de tudo
O RedentorUniversal
(Quando o Homem quiser
Será Natal)
Manuel Sérgio

este sonzinho fica aqui até eu decidir o que fazer ao zarolho (lol). Redonda obrigado pelas tuas palavras e quando quiseres reentrar fá-lo.
Há muitos anos atrás, quando a natureza confiava no homem e facilmente lhe oferecia abrigo e comida, todos apenas se ocupavam na tarefa de ser felizes. Alguns seguiam os seus próprios prazeres, outros resolviam apaixonar-se e viver em função de um outro que podia ser o mesmo ou variar simultânea ou sucessivamente. Havia no entanto uns poucos que afirmavam ter o coração despedaçado. Numa languidez e melancolia pecaminosa ou numa intranquilidade nervosa aborreciam os demais que não os compreendiam. Não percebiam porque não seguiam o seu exemplo e ao invés criavam problemas que não existiam. Foi então resolvido que esses poucos deveriam ser exilados numa ilha que não ficava longe, mas cujo acesso difícil era somente possível em alguns dias do ano, quando o vento acalmava e a maré subia, permitindo que os pequenos barcos que lá tentavam ir, não se despedaçassem nos rochedos. Dito e feito, mal era observado o problema e depois de deixarem passar uns poucos dias para terem a certeza que estava em causa o mal condenado e não uma dor de barriga, eram remetidos para a ilha, sem apelo nem agravo. Esta até então desabitada passou a ser conhecida pela Ilha dos corações partidos. Enquanto as condições não o permitiam, eram os futuros exilados confinados num campo limitado para o seu mal não se propagar ou contagiar qualquer incauto. Ora, não obstante todos os cuidados, o número de afectados aumentava de dia para dia e alguns até pareciam ansiar pela condenação ao exílio. Entre os imunes estavam os mais velhos, mais avisados e experientes. Até que um dia repararam que entre eles já não cresciam crianças. Temeram então o pior e julgaram-se os últimos homens da terra porque os da ilha apenas poderiam ter morrido de inanição. Quando apenas restava um, meio enlouquecido pela solidão, resolveu ir até à Ilha para aí se encontrar com a sua morte. Esperou pelo vento e maré propícios e com dificuldade contornou os rochedos. Eis que quando se aproximava julgou ser vítima de uma alucinação porque ouvia risos. Quando finalmente chegou à praia foi rodeado por crianças, jovens, velhos, homens e mulheres, aparentemente nem infelizes ou felizes, contudo vivos.



Encontrei um texto muito especial sobre missões e sobre podermos ajudar como padrinhos (ou madrinhas) no blog de A Senhora Sócrates, aqui.

Queria tanto ser inédito que nunca o conseguia ser. Perdia tempos infindos a tentar criar histórias novas para se ver ultrapassado em todas as ideias. Chegava quase a parecer-lhe que um espírito maligno adivinhava o que pensava e distribuía as suas conclusões por autores voluntários. Até que um dia começou a cozinhar algo verdadeiramente novo. Para o manter absolutamente secreto permitia apenas à sua mente que o aflorasse como uma sombra. Mais do que o saber, pressentia-o. Persistia todavia o problema: como fazer para concretizar a sua criação?
(continua...)
