
Ousei então com suave e esquinado olhar percebe-la no meio da banheira com a touca metida nas orelhas como uma sereia de peitos vivos. Tudo começou a ficar molhado conforme ela se contorcia a dançar uma música oriental e atirava a água para o chão que agia como o mármore age, isto é, mantendo tudo onde estava.
Vou a banhos!, Gertrudes Triba D´Ista, Edições Vers le Coni, 2009
Um dia tão lindo que dá vontade de sair de casa com o último livro da Júlia Pinheiro e ir para o parque receber a grande natureza levar uma merenda partilhá-la com outras pessoas, parece um falso verão índio difuso de pasteleria sensível e furnida e o verde primaveril. O colorido das flores naturais manchados com uma espectral e colorida roda psicadélica. Estonteante. No fim do lanche quando já sentirem o peso das vitualhas nas entranhas dirijam-se à mata e com as páginas do romance aliviai vosso cú de remansos de merda folículos de festim. As páginas jazem entre os verdes matagais o seu branco tingido por restos que estrumariam a terra não fossem desviados para tão vil fim.
O quadro português, Bergantin Marmota, Edições Vers le Coni ,2009
O quadro português, Bergantin Marmota, Edições Vers le Coni ,2009
Um comentário:
errata:onde se lê manchados deve-se ler manchadas.Um erro crasso de concordância que eu não queria que ficasse ali sozinho a arcar com a culpa toda do texto ser uma merda, sobre merda depois da merenda.
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