
PELA MANHÃ O PÃO
Pela manhã o pão ou as bolachas com o leite
fundas na chávena. Tu e o jornal no
alçado, um trago de sumo sempre que
te via os passos, como se corresse, te seguisse.
O jornal ainda está na pasta como o deixaste
uma última vez, já os óculos o acompanham.
Mas o pão ainda se encontra à entrada da boca.
Biologia do Homem, Jorge-Reis-Sá, ed. Quasi, 2004
PELA MANHA O MOLETE
Pela manha o molete ou as cookies com o bagaço
sopas na xícara. Tu e o papagaio
á tiracolo, um sorver da zurrapa sempre que
te via a púbis, como se corresse, tece-me os guizos.
O papagaio ainda está empastado como o deixaste
uma penúltima vez, já as lunetas vão atrás dele.
Mas o molete ainda se encontra à entrada da boca
(e assim não tenho sítio para meter isto!)
Biologia do Cro-Magnon, Alien Taco, 2009
Na senda dos aprendizes do Renascimento ousei imitar um poeta Jorge –Reis Sá, aproveitando a maneira subtil como ele carameliza as palavras para redigir uma variação bruta e simplista que representa apenas o os meus sentimentos pueris e as idiossincrasias do meu humilde e profano dia-a-dia .Comecei a ler a Biologia do Homem e logo aos primeiros poemas me apercebi estar perante uma coisa fora do vulgar. Os poemas são tão maus que é minha convicção que este, o poeta, não reconheceria um bom poema mesmo que ele aparecesse vestido de poema com um letreiro a dizer sou um poema e a seguir o mordesse numa nalga. Estou com curiosidade de conhecer este poeta invulgarmente mau. E dar um abraço merecido porque eu tal como ele tenho instintos anti-poéticos, embora, felizmente para toda a gente, eu não escreva poesia. Todavia fiquei tocado por este livro porque em termos técnicos e viscerais é do pior que tenho lido. O poema Pela Manha o Molete é o corolário dessa experiência poético tenebrosa proporcionada pelo poeta Jorge Reis-Sá.
Pela manhã o pão ou as bolachas com o leite
fundas na chávena. Tu e o jornal no
alçado, um trago de sumo sempre que
te via os passos, como se corresse, te seguisse.
O jornal ainda está na pasta como o deixaste
uma última vez, já os óculos o acompanham.
Mas o pão ainda se encontra à entrada da boca.
Biologia do Homem, Jorge-Reis-Sá, ed. Quasi, 2004
PELA MANHA O MOLETE
Pela manha o molete ou as cookies com o bagaço
sopas na xícara. Tu e o papagaio
á tiracolo, um sorver da zurrapa sempre que
te via a púbis, como se corresse, tece-me os guizos.
O papagaio ainda está empastado como o deixaste
uma penúltima vez, já as lunetas vão atrás dele.
Mas o molete ainda se encontra à entrada da boca
(e assim não tenho sítio para meter isto!)
Biologia do Cro-Magnon, Alien Taco, 2009
Na senda dos aprendizes do Renascimento ousei imitar um poeta Jorge –Reis Sá, aproveitando a maneira subtil como ele carameliza as palavras para redigir uma variação bruta e simplista que representa apenas o os meus sentimentos pueris e as idiossincrasias do meu humilde e profano dia-a-dia .Comecei a ler a Biologia do Homem e logo aos primeiros poemas me apercebi estar perante uma coisa fora do vulgar. Os poemas são tão maus que é minha convicção que este, o poeta, não reconheceria um bom poema mesmo que ele aparecesse vestido de poema com um letreiro a dizer sou um poema e a seguir o mordesse numa nalga. Estou com curiosidade de conhecer este poeta invulgarmente mau. E dar um abraço merecido porque eu tal como ele tenho instintos anti-poéticos, embora, felizmente para toda a gente, eu não escreva poesia. Todavia fiquei tocado por este livro porque em termos técnicos e viscerais é do pior que tenho lido. O poema Pela Manha o Molete é o corolário dessa experiência poético tenebrosa proporcionada pelo poeta Jorge Reis-Sá.
3 comentários:
E eu estava a gostar do livro! Parece-me que ao contrário de alguns outros poetas, percebo o que quer dizer e gosto de algumas das imagens que evoca.
Já leste dele O Dom? Se já tiveres lido ou não tiveres lido ainda e passares por uma livraria, será que poderias dar uma vista de olhos e dizer o que achas?
redonda a última coisa que eu pretendia era ,de alguma forma,poluir o teu prazer e fazer com a minha palermice desfigurasse o que tu vês nesses versos.O meu problema é exatamente esse: eu não leio o dom do autor.A inépcia é provavelmente minha.Além do mais tu sabes que eu não devo ser levado a sério.Vejo-me como um folião que não deixa passar uma oportunidade para encontrar algum riso nas coisas.
Precisamente por encontrares algum riso nas coisas gosto de ler o que escreves
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