
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Manifesto do papel macio

sábado, 3 de maio de 2008
Insensatez
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Orelhas com musgo

segunda-feira, 14 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
Jantar do blogue colectivo e do atelier de escrita
Conforme mails enviados oportunamente, irá ter hoje lugar em Serralves, pelas 20.30, um jantar para o qual estavam convidados todos os colegas que frequentaram o primeiro e o segundo ateliés de escrita, e que confirmaram a sua presença até às 19 horas.
Durante o jantar que será oferecido, ir-se-ão declamar alguns poemas de Fernando Pessoa e de António Queirós.
Posteriormente, espera-se que alguns colegas do blogue, venham a redigir e a publicar aqui alguns textos sobre o evento que poderão depois vir a ser também publicados na Revista Semestral de Serralves.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Novo atelier de escrita
Na página de Serralves na Internet já se pode encontrar a informação sobre o novo atelier de escrita que se inicia em Abril. Ver aqui
quinta-feira, 27 de março de 2008
Tonicha - Menina - videoclip
de onde se retira com galhardo regalo que Tonicha e Joana Amaral Dias são uma e a mesma pessoa.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Festa na aldeia

As pessoas ao longo da areia
Viram-se e olham todas na mesma direcção.
Viram costas à terra
Olham para o mar o dia inteiro.(…)
Uma tal preferência parece-nos “apenas natural – faz parte da natureza humana”. Mas porquê? Ela não faz parte da natureza dos primatas. Se descendêssemos meramente de um símio arborícola encalhado, os nossos instintos atávicos deviam inflacionar os preços dos hotéis com vista para a floresta, e as pessoas instalar-se-iam às centenas nas suas espreguiçadeiras para contemplar as árvores o dia inteiro.”
A Hipótese do Símio Aquático, Elaine Morgan, Lisboa, Via Óptima, 2004
Nota de Alien Taco - Este livro foi-me oferecido por Pimpinelo Rojão, por ocasião do seu 90º aniversário, em Berças de Trasco, uma remota cidadela na Terra Média. Na festa apenas eu cinco minhotas sem buço vagamente vestidas e Pimpinelo. Com os dentes cheios de arroz de sarrabulho ele disse-me: “toma tens que ler isto. Afinal há quem ache que viemos da água. Símios aquáticos, extraterrestres; Deus donde viemos nós, afinal?”- foi a pergunta de Pimpinelo enquanto se alambazava de pudim de ovos com fios dos mesmos. Eu lá li o livro do velho Rojão e agora partilho convosco este texto do dito. Pimpinelo trabalhou nos caminhos-de-ferro como comboio durante setenta e cinco anos, reformou-se há 25 e espera viver até aos cem na sua quintarola de Berças de Trasco, rodeado de gnomos de jardim e muita carne de porco. O seu lendário apetite por cultura levou-o a criar a sua própria companhia teatro: “Os Fémures da Barcarola” e uma editora a Trambolho de Bolso. No fim da festa já adornado pela bebida com olhos flamejantes disse-me : “cá para mim o segredo está na ilha de Páscoa. Esses é que sabiam.” E foi com esta enigmática e bêbada frase que se despediu emocionado o meu velho amigo Pimpinelo Rojão, o perseverante procurador do sentido e da origem do seu semelhante e dos doces conventuais.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Leituras

sábado, 15 de março de 2008
O meu nome é legião
quinta-feira, 13 de março de 2008
O encontro das espécies
terça-feira, 11 de março de 2008
www.imeem.com
sexta-feira, 7 de março de 2008
Finalmente tenho acesso ao blog, com a imprescindível ajuda da Gabriela.
Mas continuo a reinvindicar para mim, se f. f., o primeiro prémio de "o mais nabo a lidar com estas coisas da informática".
Como não tenho mais nada para apresentar, venho dar uma sugestão: apagar a luz, pôr o som mais alto e fechar os olhos para tocar o pico do sublime com este trecho em quatro versões:
Versão A
http://www.youtube.com/watch?v=dOYsdtwLSrA
Versão B
http://www.youtube.com/watch?v=tjG6NaMKQo0
Versão C
http://www.youtube.com/watch?v=dOYsdtwLSrA&feature=related
Versão D
Depois aceita-se votação: 4 pontos na interpretação melhor, 3 na segunda, etc.
' Bora !
Um abraço ou um beijo conforme o / a destinatário / a.
Zé Mesquita ( o mais n. a l. c. e. c. da inf. )
quarta-feira, 5 de março de 2008
António
O calor e a ansiedade encharcavam a face de António. Os fios que tombavam da sua testa aliavam-se ao cansaço que lhe pesava as pestanas. O suor escorregava, em gotas, pela cana do nariz, para se acamar nas covas do seu lábio superior. Acumulava-se a água, como um bigode, por cima da boca até ser sacudida por um safanão violento vindo do volante. Outros fios escorriam-lhe nas costas provocando arrepios embaraçosos que o deslocavam no banco. Habituara-se ao suor desde que começara a tomar peso, ainda antes de partir para África, mas, aquela viagem apressada, estava a transformá-lo num pano encharcado. Uma mosca enamora-se do seu ouvido esquerdo em tangentes sonoras incómodas que procurava interromper com o esgar do pescoço na direcção da janela. As mãos melosas tentavam alcançar a alavanca para abrir o vidro, permitindo expulsar a mosca e repor alguma justiça na sua temperatura corporal.quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Regras para a prática da escrita
Esta visão tem como objectivo libertar a escrita do estigma da obrigação. Felizmente posso pensar assim. Não vivo da escrita e a minhas pretensões não passam de uma forma de descobrir-me a mim próprio, ainda que esse propósito do auto conhecimento constitua um plano ambicioso e em certa medida contenha um lirismo inocente que contribui para me inebriar. Não levar-me demasiado a sério constitui sempre um bom contrapeso. Ás vezes é como fosse um jogo e brincasse ao : "escrever o que sou agora". Porem, vou sentindo necessidade de introduzir algumas regras ao meu "jogo da escrita" e pouco a pouco vou colhendo e absorvendo algumas ideias fruto dos meus interesses e procuras. Vou tendo a percepção que há vários níveis de profundidade quando mergulho nas palavras escritas e gostava de entender qual o grau apropriado para cada estado emocional. ( Sempre quis escrever uma frase parecida com esta.)
Gosto de pensar na escrita como uma terapia criativa, aliás algo que no atelier de escrita com o Mário Cláudio é explorado. Com base nesse conceito, a escritora Natalie Goldberg, norte americana especialmente conhecida pelos seus cursos de oficina de escrita, define algumas regras da prática de escrita que passo a transcrever:
" As regras de escrita são o ponto de partida, o início de toda a escrita, o fundamento para aprender a confiar na tua mente. Confiar na tua mente é essencial para escrever. As palavras saem da mente.
E alem disso creio nestas regras. Talvez seja un pouco fanática por elas.
- Actuas como se fossem regras para viver, como servissem para tudo - disse um amigo querendo importunar-me.
Eu sorri.
-De acordo, vamos provar. Servem tambem para o sexo? -Perguntou ele.
Levantei o polegar para indicar a regra número um: "Manter a mão em movimento". Assenti com a cabeça.
Dedo índice, regra número dois: " Ser concreto". Soltei um grito de júbilo.
Dedo número três: " Perder o controle". Estava a tornar-se claro que a escrita e o sexo eram o mesmo.
Finalmente, a número quatro: " Não pensar", disse eu.
Sim, tambem funcionavam para o sexo. Eu tinha razão. O meu amigo e eu começamos a rir.
Daqui para a frente experimenta estas regras com o ténis, enquanto conduzes o carro, ou preparas uma sandes de queijo ou disciplinas um cão ou uma serpente. De acordo. Pode ser que não deem resultado sempre . Mas dão com a escrita. Experimenta."
"Agora cito umas regras que não são necessariamente aplicadas ao sexo, mas que se quiseres podes tentar aplicá-las.
Não te preocupes com a pontuação, a ortografia, a gramática.
Não tenhas problemas em escrever o pior lixo da nação.
Vai directo ao "pescoço". Se surgir algo pavoroso segue-o. Aí é onde está a energia."
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Este país não é para velhos

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Poema de merda
e logo o cu aqueceu.
Das entranhas
a bem da tripa
saiu fétido folhado
de hortos e grelos.
Ali sentado no mármore
percebi que cagar é comer ao contrário.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Finalmente!!!!
Vou ler tudo com carinho e depois dar as minhas "achegas".
Até breve
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
O Rosto
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Garrida virtude

Nelson Ned - Tudo Passara
dedico este video singelo a todos os ilustres ouvintes com votos de um bom fim-de-semana.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
O Aviso 2
Nas Categorias:
Prémio por ter dado o nome ao blogue.
Nomeados:
- Tanagra
Prémio o primeiro post a seguir à sugestão para se escrever qualquer coisa
Nomeados (alguns com votos negativos dos próprios)
- Pedrocalvao
- Pedro Brandão
- Paula
- Tanagra
- Roldeck
Prémio vejam lá se postam alguma coisa
Nomeados:-Minerva
- Maria Antónia
- Gabriel Mário Dia
- Rotundas
- A. Roma
- Zeus
REGRA para a votação: Não valem votos negativos dos próprios!
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Aviso
Glifos
Venho pôr a escrita em dia
leva-la à exaustão
Conhecer o limite
saber o que determina
a tua intervenção
É a palavra
que ganha dimenção
criando este espaço entre nós
distância necessária
para entender
em ultima instância
que estas a ver
o que estou a pensar
sem nunca tu dizer
Em boa verdade
o que quero é viver
esta aventura contigo
deixar o tempo passar
ficar na tua cabeça
fazer nela o silêncio falar
O que aqui existe já passou
e por mais que se tente
não se consegue apagar
tanagra
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Cidreira
"Coimbra, 12 de Janeiro de 1971 - E era tão fácil ter paz! A bovina, evidentemente, e a que apetece, em boa verdade, na maioria das horas. O corpo afundado no sofá, e o espírito alapardado na conformação. Sorrir, aquiescer, abanar a cabeça, fingir... As pessoas querem-nos banais, passivas, conciliantes... Pois sejamo-lo. Não vale a pena contrariá-las, ser junto delas uma presença de constante inquietação... Mas, quando tudo parece bem encaminhado, um demónio interior borra repentinamente a pintura. Numa frase, numa interjeição, num gesto, ponho fim à comédia. Tiro a máscara, e mostro o rosto impaciente, crispado, rebelde a qualquer domesticação. Resultado: Um abismo de ressentimentos à minha volta. E dá-me vontade de morrer. Em nome de um homem abstracto que tento dignificar em mim, sacrifico o homem concreto que sou, o mais vulnerável dos mortais - que a secura duma resposta pode manter, como agora, acordado e desesperado a noite inteira -, tímido, agónico, Deus sabe até que ponto necessitado em certos momentos de saborear também a cidreira da felicidade sem história"
PS: Este é o último post que coloquei no meu blog (http://www.hermesrevelado.blogspot.com/), que os convido a visitar. É também uma candidatura ao prémio da redonda...
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Aconteceu
Aconteceu.
Não quero o prémio, rejeito-o.
Não como qualquer escritor maldito; não sou escritor.
Apenas um tipo que foi para um atelier de escrita sem saber bem porquê.
Talvez para Zarpar...
Zarpar
um acto falhado
na noite hedonista e no mar homérico
a alma penada enfrenta amor épico.
Rasgadas as vestes
o corpo despido
a alma ressaca
o amor prometido.
Ó mar cor de vinho
dulcíssimo balanço
que eu morra no caminho
que eu morra tentando.
E Zeus no Olimpo
recolha o defunto
emborque o seu vinho
e redima o mundo.
e até quarta, não é verdade?
Mais uma sugestão
sábado, 5 de janeiro de 2008
Sugestões
sábado, 29 de dezembro de 2007
Diário
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Pequena experiência para me iniciar num blogue colectivo
domingo, 9 de dezembro de 2007
Foi num jantar de repetentes... Com polvo como pano de fundo, por vinho bem regado e muito bem humorado; que a nossa juíza - Boa, teve a brilhante ideia deste Blog SA ( sem benefícios fiscais).
Espera-se dele? Palco, tela, pauta, ecrã... Registo em que a palavra que passa de boca em boca é reinventada quando lida neste ponto de encontro.
Afinal é a falar que a gente se entende e é na escrita que se compreende!
Que sejam muitos os textos, de todas as cores, musicalidades e diferentes interpretações. Para que antes de se apagarem na memória, ganhem voz em nós através da escrita.
Boa semana
Tanagra
sábado, 8 de dezembro de 2007
O Escritor
Yashima Khadra é o pseudónimo sob o qual escreve Mohammed Moulessehoul. Moulessehoul nasceu em Orão em 1955 e foi, até há pouco tempo, militar de carreira do exército Argelino. A sua escrita percorre os conflitos recentes no Médio Oriente com uma lucidez e um equilibrio invulgares, é assim em O Atentado e em As Sirenes de Bagdad, ambos publicado em português pela Bizâncio. O seu pseudónimo feminino permitiu-lhe escapar à censura militar, em O Escritor, Moulessehoul revela a sua identidade, conta a sua história, descrevendo-a como a fatalidade de ser escritor:
"O sofrimento não me aterrava; despertava-me, fazia-me tomar consciência da minha singularidade; eu era aquele que sabia ver, que estava atento à dor dos camaradas. E essa coisa, que se fortalecia em mim, habitava-me justamente para me assistir nessa vocação. Não foi senão ao ler O Pequeno Polegar que a descarga se abateu sobre mim, como uma revelação que bate à porta. Era aquele o dom divino: o verbo. Nascera para escrever! Ao abrir o belo livro, ao percorrer as suas páginas de esplêndidas ilustrações, plenas de fascínio, fiquei irremediávelmente apanhado: escrever livros. Devorei outros contos com um apetite insaciável: Branca de Neve, O Capuchinho Vermelho, A Bela Adormecida, as Fábulas de La Fontaine. Era feérico. Mas o meu fascínio, o verdadeiro, não era nem pelas histórias nem pelas personagens ou pelo talento fantástico dos desenhadores. Só o descobri ao iniciar-me, eu próprio, na escrita: estava fascinado pelas palavras... aquela junção de caracteres mortos que, entre uma maiúscula e um ponto, ganhavam de repente vida, tornavam-se frases, conjuntos, aquiriam força e espírito. Soube de imediato aquilo que mais queria no mundo: uma pena ao serviço da literatura, essa sublime bondade humana que não tem igual senão na sua vulnerabilidade; essa bondade suprema que continua a ser, ainda hoje, a última fortificação da nossa salvação, o último bastião contra a animalidade, e que, se alguma vez viesse a ceder, sepultaria sob os seus escombros todos os sóis do mundo, e então, boa-noite..."