sexta-feira, 25 de julho de 2008
Um dia de sol
Ao poente começamos a comer aproveitando o dormitar da cria. Beijo depois de jantar. De língua para limpar resquícios de doce. Cedo virá a noite fresca e a lua. E aqui paro o texto porque o quero solar.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Chá das quatro
Deixara de ir fazer compras ao centro da cidade. Os transportes públicos sempre cheios de pessoas de rostos fechados e impacientes e jovens desrespeitosos pareciam-lhe muito pouco seguros. Tivera sorte naquela última vez em que caíra por aquela senhora a ter ajudado. Ajudara-a a levantar-se e acompanhara-a a casa.Via-se que era uma senhora com educação. Depois com a atrapalhação não guardara dela nenhum dado, nem o nome, e não lhe pudera agradecer.
Dependia mais do telefone. Da mercearia traziam-lhe o que encomendava. Não tão bem escolhido, é verdade, mas não podia ser exigente.
O que ainda continuava a manter, era o lanche de sábado com as suas velhas amigas.
Tinham ficado as quatro, mas nem sempre vinham todas ao lanche. Chegavam pelas dezasseis, com passos curtos e fatos finos, como já não se fazem. Sentavam-se na mesa do canto à janela. A sua mesa. Se estava ocupada escolhiam a mesa mais próxima, aborrecidas com aquela contrariedade até a esquecerem com a conversa. Ocupavam os lugares pela mesma ordem, deixando vagas as cadeiras das que faltavam. Pediam chá, escolhiam bolos, punham a conversa em dia e criticavam os novos tempos. Naquelas horas voltavam a ser elas, já não senhoras idosas, mas as raparigas da mesma idade, na segurança do que conheciam umas das outras, mais confiantes numa ordem do mundo.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Ferdinando Silvestre

Deves dizer-lhe que ela sabe a atum depois de ela te dizer tens cá uma lata.
Se gostares mesmo dela compara-a com um prato qualquer tipo lagosta ou trufa (1).
As mulheres têm preconceitos estéticos em relação á comida por isso não lhe chames rojãozinho ou filete. Evita o porco e as suas analogias, soa inconveniente ao sexo fendido. Acima de tudo lembra-te que a maioria das mulheres só querem amor, atenção e nabo picante. É minha contenção que as mulheres evitam o confronto por isso segue-lhes o exemplo, tenta convencer quando te convencem e tudo ficará bem.
(1) Mulheres de pendor alternativo gostam de analogias com tofu
Amor eterno, Ferdinando Silvestre
Não conheço mais nada da obra de Silvestre a não ser este opúsculo sobre a sedução e o entendimento entre géneros. Teve uma edição de autor há uns anos.
domingo, 20 de julho de 2008
" Tardes do Tiço`s"
" Mãos sujas" carregando o peso da existência, da liberdade não desejada...
A angústia que corroía o âmago até ao limite.
Presos na densidade dos ideais que os consumiam, dos sentimentos que os sufocavam...
E o vazio... o vazio ameno das tardes, das odes ao Ian Curtis, do fumo dos charros, dos acordes da "all my colours"... a ânsia de não ser.
Procuravam a identidade na melancolia do outro, espelhavam-se na sua relutância em viver...
Maria
sexta-feira, 18 de julho de 2008
terça-feira, 15 de julho de 2008
Prédica de domingo por Alice Strudel

Não acreditais, ó crentes, nos benefícios da comida aquecida?
Não acreditais vós na cozinha lenta?
Sois porventura glutões da carne picada?
Gostais do ar?
Gostais do pranto microbiológico dos centros comerciais,
E do sussurro dos carros nos parques,
Depois de excitado o tímpano
No rastreio em stereo dos multiplex.
Gostais porventura do zurzir surdo
Da arrazoada dos sítios sem alma
Onde vacilamos como crianças inocentes
Sem dó nem alma.
Será essa a vossa terra da fartura
Ao domingo?
Alice Strudel
Nota de alien taco: Acho a poesia de Strudel tão estimulante como as alocuções do Padre Borga. No entanto, não pude deixar de postar este poema. Talvez por anteontem ter sido domingo. A obra não tem edição portuguesa e não consegui arranjar tradução para multiplex e stereo no poema. O porquê de eu traduzir Alice Strudel é um mistério até para mim próprio. O título em inglês do livro é Porcupine Blues.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Darcy Grey Feather

Na toca da quente amada
Cheiro da mata louca
Bem cavalgada bem chegada
Delírio herbal
Na casa do suor
Sórdido tribal
+Tolo de amor
Depois há noite borracheira
Seguida de cacto amargo
E suco duma amoreira
Para tirar o travo
Darcy Grey Feather, Flores ossudas
Este poema foi lido pela primeira vez num pow-wow. Foi na reserva apache da montanha branca durante um beberete ao qual Darcy chegou já um bocado tocado com tsiwin. Este livro Flores ossudas foi publicado pela Vértice Hormonal.
sábado, 5 de julho de 2008
Elvino Sacripanta

Elvino Sacripanta, Viva Mena!
Elvino Sacripanta distinguiu-se com mérito no lançamento do dardo na década de oitenta. Desligado do atletismo dedica-se á ficção lançando Eu tu e um rodízio e o clássico A gaja das gravatas. Recentemente lançou a biografia não autorizada VIVA MENA! Tudo editado pelas Edições Anafadas.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Serviliana Dobler-Pyiu

Na manhã seguinte deram à luz dois lémures, que desataram a miar. Tendo os anões morrido no parto, a casa ficou com um grupo de lémures que imitavam gatos e um de gatos que se julgavam lémures. Quando os dois se encontraram geraram uma Entidade que era parte lémure parte gato, mas com personalidade de anão. Esse novo ser acabou com todos os outros. Ás vezes na solidão do quartzo-rosa a Entidade conversava com o butagaz cromado e dizia-lhe: Não os suportava, eram pouco parecidos comigo.
Jantar
Flávia
Jantar de encerramento do atelier
Flávia
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Gomercindo Tácito

O bico crocante
Réstias foleiras
De conas traseiras
Tudo é pecado
Até a chibata
Que dói na beata
São os da pepita
Garimpeiros do rei
Que nunca os visita
Viva a pita!
Viva a pita!
Gomercindo Tácito, Cosmética Vulvar
A obra de Gomercindo Tácito foi descrita pelas perto de oito pessoas que a leram como a expressão mais ordinária e vulgar do marialvismo. Sobre ele disse Alice Strudel “não encontro nada de belo ou de voluptuoso nas palavras de Gomercindo Tácito; é um autor pornográfico e que tenta sem o conseguir untar as partes femininas” ao que Gomercindo lhe terá respondido por carta e citamos: “o facto de a senhora achar os meus escritos vulgares enche-me de gaúdio desejo-lhe a melhor sorte nas sua lutas pelo bem estar dos vegetais . Que um pepino guie a sua mão até á sua gruta antes que fossilize ou comece a criar grelos, sua maluca". Dois poemas de G. Tácito figuram na colectânea de António Fangoria Gancho O hospício dos felizardos. A obra supra citada Cosmética Vulvar é uma edição de autor com cerca de dez anos.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Alice Strudel

Manual da revolta vegetal, Alice Strudel
Alice Strudel é uma escritora apátrida com residência em Beja onde vive. Activista dos direitos dos vegetais Alice lutou durante os anos sessenta contra a lobotomia, finda essa luta virou-se para o quintal. Desde aí não há seres da terra que ela não proteja. Os dois últimos livros, Abóbora final e O crepúsculo dos nabos foram editados pela Cinco Exemplares.
domingo, 29 de junho de 2008
O almoço do guaxinim(seguido da sesta representada graficamente pelos zzzzzzzz....)
sábado, 28 de junho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
José António Marina

Em primeiro lugar, é uma actividade agradável, auto suficiente e portanto inesgotável. O jogo não pretende atingir fim algum fora de si próprio. Por isso é infinito. Meter um golo ou ganhar um jogo não são a sua finalidade, porque assim que acaba ,senão houver cansaço começaria outro. O corpo e o espírito captam-se como inesgotáveis e essa sensação de poder forma parte da alegria do jogo.
Elogio e refutação do engenho, José António Marina
José António Marina nascido, em 1939, em Toledo diz de si próprio “ser um observador sem domicílio fixo e um detective cultural”.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Ezequiel Sernancelhe

Ezequiel Sernancelhe, A varanda das virtudes
Ezequiel Sernancelhe é um médico de província que além de tratar as maleitas das suas aldeias se dedica ao ensaio e á entomologia. O seu primeiro ensaio Lídia Gorge não sabe assobiar vendeu dezanove cópias. A varanda das virtudes já vendeu perto de cinquenta. Ambas foram publicadas pela Desova do Lucro.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Virgolino Toledo

Oh virtude imaculada
Oh adornada bênção
Vénus dourada da extrema –unção
Leva contigo o morcão
Que sem nada querer
Fodeu a selecção
Virgolino Toledo, Darwin revisitado e a selecção natural
Virgolino Toledo nasceu numa caixa de sapatos produto dos amores de dois anões. Desde cedo viu que o mundo alto e hipócrita lhe era adverso. Tendo sido figurante na Guerra das Estrelas como Ewok, dedica-se á poesia desde há trinta anos, tendo ganho o prémio do melhor poeta do mundo abaixo do metro e cinco. A sua Espanha natal lentamente vem apreciando a poesia deste pequeno homem das palavras. Duas das suas obras, a acima citada e uma outra bastante polémica Sou anão e depois? Foram publicadas pela Retrosaria Flavius.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Terebentino Lombardo

Como é bela a sandice colada á velhice
Ás árvores ninguém desdiz a idade
Mas antes as gabam e a seus arcaicos ramos
Verdura pendente do céu
Esparregado plantado no tecto azul
Estrofes fendidas no vento
Grossa riqueza oferecida em sombra
Alvéolos dum mundo que já respira mal.
Refúgio de bichos.
Matéria de berço e de barco de recreio.
Cadeira de escola e caixão.
Árvores sandeiras, velhas matreiras
Cabe a vós salvar o mundo e a Ikea.
Terebentino Lombardo, Nú no Éden
Terebentino Lombardo é funcionário público há noventa e tal anos. O tempo livre dedica-o á poesia. Tem um papagaio loiro de bico doirado e pouco mais. Desde 2002 publica regularmente na Trampolim Taciturno sempre o mesmo livro: o clássico florestal Nú no Éden.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Jantar do Atelier - 25 de Junho
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Erva-doce mascarra boião
Ácido limão
Bruta forra fecal
Duro e inerme
Enorme verme
Aspira alvo
De flecha semente
Demente demente
E mente.
Mentiroso por gula
O poeta borra-se no eu
O papel a que limpa o cú
É primo da sua mão
Que é carne osso e tutano ( para chupar)
Pela terra
Darcy Grey Feather, A lebre e o ponto de fuga
Darcy Grey Feather é um poeta da nação Oglala, publicado pela Vértice Hormonal desde 2004. Na badana pode ler-se que é um católico animista, e que tendo sido criado por uma televisão e duas lobas tem retido a insanidade com a ajuda de grandes quantidades de álcool. De si próprio diz: “sou mais um índio bêbado fora duma reserva, vão-se foder! Se querem que eu pare de beber tragam os búfalos de volta seus cabrões.”
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Manifesto do papel macio

sábado, 3 de maio de 2008
Insensatez
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Orelhas com musgo

segunda-feira, 14 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
Jantar do blogue colectivo e do atelier de escrita
Conforme mails enviados oportunamente, irá ter hoje lugar em Serralves, pelas 20.30, um jantar para o qual estavam convidados todos os colegas que frequentaram o primeiro e o segundo ateliés de escrita, e que confirmaram a sua presença até às 19 horas.
Durante o jantar que será oferecido, ir-se-ão declamar alguns poemas de Fernando Pessoa e de António Queirós.
Posteriormente, espera-se que alguns colegas do blogue, venham a redigir e a publicar aqui alguns textos sobre o evento que poderão depois vir a ser também publicados na Revista Semestral de Serralves.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Novo atelier de escrita
Na página de Serralves na Internet já se pode encontrar a informação sobre o novo atelier de escrita que se inicia em Abril. Ver aqui
quinta-feira, 27 de março de 2008
Tonicha - Menina - videoclip
de onde se retira com galhardo regalo que Tonicha e Joana Amaral Dias são uma e a mesma pessoa.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Festa na aldeia

As pessoas ao longo da areia
Viram-se e olham todas na mesma direcção.
Viram costas à terra
Olham para o mar o dia inteiro.(…)
Uma tal preferência parece-nos “apenas natural – faz parte da natureza humana”. Mas porquê? Ela não faz parte da natureza dos primatas. Se descendêssemos meramente de um símio arborícola encalhado, os nossos instintos atávicos deviam inflacionar os preços dos hotéis com vista para a floresta, e as pessoas instalar-se-iam às centenas nas suas espreguiçadeiras para contemplar as árvores o dia inteiro.”
A Hipótese do Símio Aquático, Elaine Morgan, Lisboa, Via Óptima, 2004
Nota de Alien Taco - Este livro foi-me oferecido por Pimpinelo Rojão, por ocasião do seu 90º aniversário, em Berças de Trasco, uma remota cidadela na Terra Média. Na festa apenas eu cinco minhotas sem buço vagamente vestidas e Pimpinelo. Com os dentes cheios de arroz de sarrabulho ele disse-me: “toma tens que ler isto. Afinal há quem ache que viemos da água. Símios aquáticos, extraterrestres; Deus donde viemos nós, afinal?”- foi a pergunta de Pimpinelo enquanto se alambazava de pudim de ovos com fios dos mesmos. Eu lá li o livro do velho Rojão e agora partilho convosco este texto do dito. Pimpinelo trabalhou nos caminhos-de-ferro como comboio durante setenta e cinco anos, reformou-se há 25 e espera viver até aos cem na sua quintarola de Berças de Trasco, rodeado de gnomos de jardim e muita carne de porco. O seu lendário apetite por cultura levou-o a criar a sua própria companhia teatro: “Os Fémures da Barcarola” e uma editora a Trambolho de Bolso. No fim da festa já adornado pela bebida com olhos flamejantes disse-me : “cá para mim o segredo está na ilha de Páscoa. Esses é que sabiam.” E foi com esta enigmática e bêbada frase que se despediu emocionado o meu velho amigo Pimpinelo Rojão, o perseverante procurador do sentido e da origem do seu semelhante e dos doces conventuais.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Leituras

sábado, 15 de março de 2008
O meu nome é legião
quinta-feira, 13 de março de 2008
O encontro das espécies
terça-feira, 11 de março de 2008
www.imeem.com
sexta-feira, 7 de março de 2008
Finalmente tenho acesso ao blog, com a imprescindível ajuda da Gabriela.
Mas continuo a reinvindicar para mim, se f. f., o primeiro prémio de "o mais nabo a lidar com estas coisas da informática".
Como não tenho mais nada para apresentar, venho dar uma sugestão: apagar a luz, pôr o som mais alto e fechar os olhos para tocar o pico do sublime com este trecho em quatro versões:
Versão A
http://www.youtube.com/watch?v=dOYsdtwLSrA
Versão B
http://www.youtube.com/watch?v=tjG6NaMKQo0
Versão C
http://www.youtube.com/watch?v=dOYsdtwLSrA&feature=related
Versão D
Depois aceita-se votação: 4 pontos na interpretação melhor, 3 na segunda, etc.
' Bora !
Um abraço ou um beijo conforme o / a destinatário / a.
Zé Mesquita ( o mais n. a l. c. e. c. da inf. )
quarta-feira, 5 de março de 2008
António
O calor e a ansiedade encharcavam a face de António. Os fios que tombavam da sua testa aliavam-se ao cansaço que lhe pesava as pestanas. O suor escorregava, em gotas, pela cana do nariz, para se acamar nas covas do seu lábio superior. Acumulava-se a água, como um bigode, por cima da boca até ser sacudida por um safanão violento vindo do volante. Outros fios escorriam-lhe nas costas provocando arrepios embaraçosos que o deslocavam no banco. Habituara-se ao suor desde que começara a tomar peso, ainda antes de partir para África, mas, aquela viagem apressada, estava a transformá-lo num pano encharcado. Uma mosca enamora-se do seu ouvido esquerdo em tangentes sonoras incómodas que procurava interromper com o esgar do pescoço na direcção da janela. As mãos melosas tentavam alcançar a alavanca para abrir o vidro, permitindo expulsar a mosca e repor alguma justiça na sua temperatura corporal.quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Regras para a prática da escrita
Esta visão tem como objectivo libertar a escrita do estigma da obrigação. Felizmente posso pensar assim. Não vivo da escrita e a minhas pretensões não passam de uma forma de descobrir-me a mim próprio, ainda que esse propósito do auto conhecimento constitua um plano ambicioso e em certa medida contenha um lirismo inocente que contribui para me inebriar. Não levar-me demasiado a sério constitui sempre um bom contrapeso. Ás vezes é como fosse um jogo e brincasse ao : "escrever o que sou agora". Porem, vou sentindo necessidade de introduzir algumas regras ao meu "jogo da escrita" e pouco a pouco vou colhendo e absorvendo algumas ideias fruto dos meus interesses e procuras. Vou tendo a percepção que há vários níveis de profundidade quando mergulho nas palavras escritas e gostava de entender qual o grau apropriado para cada estado emocional. ( Sempre quis escrever uma frase parecida com esta.)
Gosto de pensar na escrita como uma terapia criativa, aliás algo que no atelier de escrita com o Mário Cláudio é explorado. Com base nesse conceito, a escritora Natalie Goldberg, norte americana especialmente conhecida pelos seus cursos de oficina de escrita, define algumas regras da prática de escrita que passo a transcrever:
" As regras de escrita são o ponto de partida, o início de toda a escrita, o fundamento para aprender a confiar na tua mente. Confiar na tua mente é essencial para escrever. As palavras saem da mente.
E alem disso creio nestas regras. Talvez seja un pouco fanática por elas.
- Actuas como se fossem regras para viver, como servissem para tudo - disse um amigo querendo importunar-me.
Eu sorri.
-De acordo, vamos provar. Servem tambem para o sexo? -Perguntou ele.
Levantei o polegar para indicar a regra número um: "Manter a mão em movimento". Assenti com a cabeça.
Dedo índice, regra número dois: " Ser concreto". Soltei um grito de júbilo.
Dedo número três: " Perder o controle". Estava a tornar-se claro que a escrita e o sexo eram o mesmo.
Finalmente, a número quatro: " Não pensar", disse eu.
Sim, tambem funcionavam para o sexo. Eu tinha razão. O meu amigo e eu começamos a rir.
Daqui para a frente experimenta estas regras com o ténis, enquanto conduzes o carro, ou preparas uma sandes de queijo ou disciplinas um cão ou uma serpente. De acordo. Pode ser que não deem resultado sempre . Mas dão com a escrita. Experimenta."
"Agora cito umas regras que não são necessariamente aplicadas ao sexo, mas que se quiseres podes tentar aplicá-las.
Não te preocupes com a pontuação, a ortografia, a gramática.
Não tenhas problemas em escrever o pior lixo da nação.
Vai directo ao "pescoço". Se surgir algo pavoroso segue-o. Aí é onde está a energia."
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Este país não é para velhos

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Poema de merda
e logo o cu aqueceu.
Das entranhas
a bem da tripa
saiu fétido folhado
de hortos e grelos.
Ali sentado no mármore
percebi que cagar é comer ao contrário.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Finalmente!!!!
Vou ler tudo com carinho e depois dar as minhas "achegas".
Até breve
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
O Rosto
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Garrida virtude

Nelson Ned - Tudo Passara
dedico este video singelo a todos os ilustres ouvintes com votos de um bom fim-de-semana.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
O Aviso 2
Nas Categorias:
Prémio por ter dado o nome ao blogue.
Nomeados:
- Tanagra
Prémio o primeiro post a seguir à sugestão para se escrever qualquer coisa
Nomeados (alguns com votos negativos dos próprios)
- Pedrocalvao
- Pedro Brandão
- Paula
- Tanagra
- Roldeck
Prémio vejam lá se postam alguma coisa
Nomeados:-Minerva
- Maria Antónia
- Gabriel Mário Dia
- Rotundas
- A. Roma
- Zeus
REGRA para a votação: Não valem votos negativos dos próprios!
